Dez.
Dezembro.
Dez anos.
Dez anos que nos separam.
Ainda o gosto dos teus lábios nos meus.
Ainda o quente do nosso abraço.
Ainda o teu colo a enxugar as minhas eternas lágrimas.
Ainda o teu olhar de estrelinhas por cima dos óculos, com uma garra de vida e doçura a olhar os meus olhos, curiosos, tímidos e sedentos de vida, de amor, do teu amor, do nosso amor, nascido entre mergulhos em tardes de sol e passeios no fresco do verão da nossa adolescência.
Amor esse que vive nas profundezas do nosso coração, grito mudo constante, certeza devida, tatuagem na alma.
Amor esse que não sucumbe à distância nem ao tempo, essas verdades que dizem exactas mas que eu sei que não é assim, que vives em mim e eu em ti e que somos um aqui e lá, acoli e além.
E assim como ela, que há dez anos partiu, assim como esse Amor-Maior nunca morrerá, o nosso também não.
Porque é destes Amores que o Mundo se alimenta e se inspira para continuar a girar.

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