domingo, 4 de janeiro de 2015

Torresnovas-me





Beijo-te na fronte como os patos reais ao Almonda, que dele fazem o seu ninho. As margens abraçam-me fiéis como sempre, como casa que és.

Ainda tenho no meu colo o teu cheiro a glicínias, em cacho como o teu cabelo rebelde de outrora, antes de ficar branco como a geada que cristaliza as camélias brancas do meu jardim.

Como tarambola que roda sem cessar, alimentada pela força do rio, assim também eu alimento este amor através da força do tempo, que o solidifica sem empedrenir.

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