Fazem da minha força, a fraqueza onde assenta o mundo.
Na lividez mármorea das minhas costas, todo o peso de fazer girar este globo, as vidas de todos, os bater de todos corações.
De mim, Mulher, tiram a força para seguir em frente e agarrados aos meus cabelos seguimos em cima dos meus pés.
Nas nuvens só tenho as aspirações, essas que me fazem ter vergonha de as ter, sonhos que só são permitidos aos homens, mesmo aos só de letra minúscula.
Sou o farol das crianças, o colo dos idosos, o consolo dos homens. Sou a Mãe da Natureza, a Natureza da Filha, o passado deste presente que se fará futuro.
Hoje como ontem, ergo-me diariamente dos meus escombros, alicerço esperanças para um novo dia, acordo os pássaros, beijo o Sol.
E o mundo continua a girar graças aos homens que tomam como deles esta aura de pérolas, frutos das nossas feridas de Alma.
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