(Foto de Alberto R Correia)
Os Marcelino viveram aí três gerações, histórias não faltam, memórias que nos acompanharão sempre.
Continuo a não conseguir descrever a pena imensa que tenho de ver o estado de degradação da "minha casa", onde volto em coração cada vez que me lembro da minha infância entre diospiros, rãs, figos, cabras, fetos e nêsperas apanhadas da janela da sala no segundo direito.
A querida Vizinha Rosalina (Sousa) no 2. Esq.
A D. Clementina e o Sr. João Maria, no 1. Esq.
Os irmãos Eduardo, António e Lídia no 1. Dto.
Sr. Rocha no R/Ch Dto e o Sr. Alvarenga no R/Ch Esq.
A oficina do meu Avô António Marcelino, cá em baixo no largo, onde trabalhava horas a fio na companhia do seu amigo Zé Polícia.
Nas traseiras da oficina, garagem dos tractores e alfaias agrícolas.
Uma imensidão de fazenda até aos muros que vão desde a entrada na Rua da Fábrica até à subida para o Estádio.
A vala que vem do rio e que passa por baixo do edifício principal, alimentando os tanques e regas das hortas e jardins entre o casarão e o Almonda, desaparecendo para lavagens e arrefecimento das engrenagens e motores da Fábrica de Fiação e Tecidos, que apitava à uma da tarde para o almoço dos trabalhadores, a hora em que a minha Avó Olinda vinha à janela chamar-nos para ir para cima.
Da janela da cozinha do nosso 2.° dto apanhávamos folhas da amoreira que chegava até lá acima para dar aos bichos da seda.
Os cães presos ao tronco da buganvília nas traseiras da casa ladravam aos inúmeros gatos que lá viviam, entre as galinhas dos galinheiros que cada inquilino tinha.
O poço com chapéu triangular que ainda hoje lá deve ter um dos carrinhos de brincar e que por muito que déssemos à manivela, só água saía.
A entrada traseira para o jardim dos Rocha, de arcada de rosas de Santa Teresinha e que desembocava entre roseiras e camélias numa latada de dezenas de metros até a um terreno de hortas e bosque húmido de fetos onde fazíamos picnics nas manhãs de sábado.
No jardim da frente do Rocha, a tarambola que já só rodava com os nossos pendurões de criança inconsequente e feliz.
Fecho os olhos e lembro-me da hera que trepava por todo o alçado principal e da correria dos miúdos quando um diospiro caía de maduro.
Dos diospireiros ao enorme portão, um túnel de arbustos que parecia uma entrada para uma dimensão paralela, pois dentro de uma Cidade existe uma Quinta!
Do coração tudo flui, são memórias muito presentes e felizes. A melancolia inerente faz parte, mas o crescimento da Alma faz-se quando deixamos a angústia e mantemos o brilho no olhar.
Ainda hoje para a 'nha VóLinda sou a "Cristininha", ainda hoje trepo figueiras e corro em cima do muro branco com o meu cão Bolinha.
Ainda hoje sei ao que sabe a canhola estaladiça e a broa de milho que o padeiro levava na sua carrinha até dentro da Quinta.
Ainda hoje sei o toque do porco-espinho salvo de se afogar na vala (lembras-te Henrique?), o piar do pequeno mocho assustado que recuperou lá em casa com pedaços de carne que a minha irmã Helena teimava em não comer.
O som do coaxar das rãs nas noites de Verão e o crepitar da braseira aos nossos pés enquanto comíamos laranjas a ver teatro na TV.
O riso da VóLinda enquanto cerzia a nossa roupa e ouvia os Parodiantes na rádio.
Crónicas da memória de quem viveu em pleno uma infância privilegiada de "só " termos ar, água, terra e sol para brincar!
quarta-feira, 26 de dezembro de 2018
sábado, 1 de dezembro de 2018
You’re gone
Luto.
Luto contra o luto.
Não quero despedir-me de ti! Não quero!
Custa-me deixar-te ir, largar tudo e todo este passado que, mesmo tanto pesando no coração, é nosso!
Não me lembro do Amor antes ti, aprendi-o contigo, foi o nosso ABC...
Como faço a partir de agora?
Como volto a abrir o coração?
Sabes há quantos anos não me entrego? Há quantos anos não descanso? Quantas relações isso me custou?
Mas hoje já não quero. Embora te Ame desde sempre.
Nunca nos entenderíamos, crescemos tão distantes embora sempre unidos por este passado.
Não te quero, não!
Como eu sou... deixar-me-ia para trás, tudo em nome de um Nós que talvez nunca passasse de um
Tu.
E Eu... Eu não volto a deixar-me para trás por ninguém...!
Amo-te para
Sempre
Mas ficamos por aqui.
Ficas tu, porque eu sigo.
Sigo Livre e Segura.
E Leve. Mesmo que só vá sentir essa leveza daqui uns bons tempos.
Até lá estou de luto.
Já não luto pelo nosso Amor.
domingo, 7 de outubro de 2018
António
Ao contar as bênçãos diariamente fico feliz. Emparelho-as com as lições aprendidas e sigo ligeira o meu Caminho.
Tudo vai bem.
Tudo se relitiviza.
Consigo ser melhor e fazer melhor.
Consigo inclusive abrandar e parar o Movimento de Ser e cheirar as flores no Caminho.
Dou-me ao luxo de preguiçar a minha (R)Evolução!
Como é que se faz isso quando se tem fome?
Como se evolui quando se dorme incerto?
Como se Ama quando se tem vergonha de aceitar gestos de Amor?
Como é que vou viver agora depois de ver o brilho da tua Alma no teu olhar António, nesse olhar inocente vivido, carente destemido?
Como é que vou agora ter Paz no meu Coração sabendo que existes e nãos és propaganda sensacionalista?
Mais uma vez o Despertar vem num formato inusitado... num menino de seis anos!
És Bênção Agradecida!
Tudo vai bem.
Tudo se relitiviza.
Consigo ser melhor e fazer melhor.
Consigo inclusive abrandar e parar o Movimento de Ser e cheirar as flores no Caminho.
Dou-me ao luxo de preguiçar a minha (R)Evolução!
Como é que se faz isso quando se tem fome?
Como se evolui quando se dorme incerto?
Como se Ama quando se tem vergonha de aceitar gestos de Amor?
Como é que vou viver agora depois de ver o brilho da tua Alma no teu olhar António, nesse olhar inocente vivido, carente destemido?
Como é que vou agora ter Paz no meu Coração sabendo que existes e nãos és propaganda sensacionalista?
Mais uma vez o Despertar vem num formato inusitado... num menino de seis anos!
És Bênção Agradecida!
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
Rioja Crianza
Bebi-o de um trago dos teus lábios enquanto te roubava um beijo no meio da bodega.
Assim provei vinho tinto que até então não gostava.
A simpática empregada espanhola que servia a nossa mesa, continuava a encher-nos os copos enquanto ria cúmplice connosco, que entre tentativas de sorver o vinho e hablar español, lá continuávamos a nos beijar apaixonadamente.
As formas daquela mulher, a sua maneira trôpega embora voluptuosa, a luxúria da sua gargalhada inspirava-nos.
Regressamos ao hostel entre saia justa, boina e tua camisa entreaberta, de copo na mão e fiesta, entre o aveludado dos taninos e de entre as minhas coxas.
A rua não dormiu tão cedo quanto nós mas embalou-nos em toda a Pasíon.
Assim provei vinho tinto numa noite em Burgos que nunca mais repeti.
Só um bom vinho, a seguir à tua ausência.
Ainda um bom vinho depois da tua memória.
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
Scorpio Bite
Fez 25 anos que fui mordida por um escorpião.
O veneno doce foi-se entranhando devagarinho em todo o meu Ser.
Tomou conta da minha pulsação - ainda hoje dispara quando respiro o mesmo ar que tu - e todo o meu corpo treme.
Há todo um frémito de Loucura que invade todas as células da minha existência...
Há toda uma Aura que se levanta dos recantos do meu Espírito e que se desdobra e abraça todas as outras, como um manto de tesão, de luz, de pertença..
A ti, só a ti.
Para sempre a ti.
Mas ao invés de passar com o tempo, só aumenta.
Sufoco na Saudade do teu cheiro, do calor do teu abraço, aquele abraço que me dás e que faz encaixar todas as minhas peças e pedaços partidos.
Há um fio condutor entre corações, que pulsam veneno, encaixe, doçura, encontro..
A haver um antídoto, será a Morte.
É mesmo assim não é suficiente.
Felizmente!
segunda-feira, 30 de julho de 2018
Nado curto
Corta-me o coração ver-te assim.
Perdido entre ti e ti mesmo, estás à tona da vida por ainda teres destroços que te sustêm.
Desconfio que se tivesses de nadar para te salvares, não farias o esforço.
Acreditas que boiarias?
...era ver-te afundar…
Corta-me o coração não te esforçares.
Não quereres ser melhor. Fazer melhor. Aprender mais. Evoluir. Acompanhar.
Podíamos ter crescido juntos mas ao invés disso, juntámos pedaços dos destroços dos nossos naufrágios e estamos a perder forças de só estar.
Músculo que não trabalha, definha.
Tanto os de pernas e braços
Como o
Coração.
Corta-me o coração mas peço-te…
Corta-me as amarras,
Quero nadar!
Preciso de salvar o que ainda resta do meu Coração!
Perdido entre ti e ti mesmo, estás à tona da vida por ainda teres destroços que te sustêm.
Desconfio que se tivesses de nadar para te salvares, não farias o esforço.
Acreditas que boiarias?
...era ver-te afundar…
Corta-me o coração não te esforçares.
Não quereres ser melhor. Fazer melhor. Aprender mais. Evoluir. Acompanhar.
Podíamos ter crescido juntos mas ao invés disso, juntámos pedaços dos destroços dos nossos naufrágios e estamos a perder forças de só estar.
Músculo que não trabalha, definha.
Tanto os de pernas e braços
Como o
Coração.
Corta-me o coração mas peço-te…
Corta-me as amarras,
Quero nadar!
Preciso de salvar o que ainda resta do meu Coração!
sexta-feira, 20 de julho de 2018
Simple
Strange
Stranger
Estranged
Estranhamente desconhecido.
Olhar camuflado, sorriso mascarado, mãos nervosas, mas Eras Tu.
És Tu por baixo desse cachecol encarnado durante este calor.
És Tu atrás desses óculos escuros.
És Tu por baixo desse casacão e desse chapéu.
Por baixo dessas Tuas dores todas, dentro dessa carapaça contra todos, por trás dessa estrutura toda de em bem e frio, És Tu.
E quando apareceste, reconheci-Te.
E percebi que não tenho estado a ser Eu.
Stranger
Estranged
Estranhamente desconhecido.
Olhar camuflado, sorriso mascarado, mãos nervosas, mas Eras Tu.
És Tu por baixo desse cachecol encarnado durante este calor.
És Tu atrás desses óculos escuros.
És Tu por baixo desse casacão e desse chapéu.
Por baixo dessas Tuas dores todas, dentro dessa carapaça contra todos, por trás dessa estrutura toda de em bem e frio, És Tu.
E quando apareceste, reconheci-Te.
E percebi que não tenho estado a ser Eu.
Amor de A a Z
A
-noiteceu com a sombra da tua ausência.
Amanheceu e desististe de nós, agora não sei Ser Sol.
Gostava das noites até hoje, noites longas, brancas, loucas e de partilha.
Esta longa madrugada da tua partida só voltará a clarear quando os meus olhos fecharem...
B
-ebia as tuas palavras como se fossem pássaros, asas longas e oblíquas, reflexos de sol e estrelas, farrapo de nuvem no bico, pulsar de Liberdade a cada "Amo-te" dito por ti!
Morro à sede, seca como um abutre cadáver, no Sahara que se tornou a minha vida.
C
-onsigo lembrar-me de cada linha do teu rosto, que entre as minhas mãos tomei como um Graal Santificado como julguei o nosso Amor.
Cada ruga da tua boca encostada no meu peito, cada lágrima sorvida pelo meu colo, cada expressão de prazer, temor, doçura, anseio, rendição...
Hoje petrifico sem expressão qual peça em Carrara estatuário numa dor de abandono.
D
-esejo-te como desde o Sempre, desde que te vi meu, desde que me deliciei na tua doçura.
Dei-me-te e deste-te-me numa entrega, dor e devaneio sem fim.
Definitivo afinal fomos!
Decidiste deixar-me.
Em dor, durmo.
É
-leveza que sentes?
Etéreo na tua Essência?
Evadiste-te da nossa Esfera, espero por ti em éter como se congelada no tempo... Eternamente!
F
-elizes que éramos, fomo-lo finalmente!
Fizemos Amor como Festas, Felicidade, sem Fim!
Falávamos de tudo, fanáticos pelo Viver, felizes pela nossa profundidade.
Fizemos planos, Celestes e para o Futuro...
G
-uardo-.te no entanto, em mm.
Ganho forças ao esperar encontrar-te a cada gesto, a cada guarida, a qualquer guerra perdida.
Gozo gargalhado, ganhámo.-nos um ao outro como Garantia de Eternidade.
Guardo-te em mim.
Garantidamente.
H
-á dias que parecem maratonas, hereges, de tão horrorosos que são.
Hienas nas minhas sombras, uivos entre o meu coração e a realidade.
Houve tempos em que julguei sonhar, hoje sei-me um hiato.
I
-dealizámos todo um corpo uno, uma invenção nossa para inovar nas relações; assim como o Intelecto e a Alma, assim seria o corpo.
Ideias e Ideais Infindos, de mão dada íamos caminhando.
Infinitos fomos até findar.
J
-urámos delícias eternas, Jura de Amor a cada jorna passada, a cada passada dada.
Jarros de promessas juntos jazem na despensa escura da minha Alma, que jorra clamores e dores em tons de jacinto.
Jazo ainda onde me deixaste...
L
-eva-me contigo!
Como lido com isto?
Era linda, leve, louca, livre e hoje estou numa amarra férrea que teima em me queimar a pele da Alma!
Larga-me lume maldito!
Leva-me contigo Amor!
Não me largues aqui, Lilás que fui, Luz da manhã!
Hoje largada, lenta, lorpa e lentamente a enlouquecer...
M
-orro todos os dias um pouco, matam.me as saudades das tuas mãos, macias na minha pele, molhadas do nosso calor...
Mais, muito, tudo!
Merecíamos este Amor, esta Maré de ternura.
Hoje sou Mar-Morto de Saudades.
N
-unca julguei o desespero ser real,
Nada ultrapassa isto, não sei lidar com o Não te ter.
Naufrago na minha dor, nado para o Nada, não sei, não sinto, não consigo.
Não existo.
Nunca mais!
O
-nde estás?
Oiço ainda a tua voz no meu ouvido, num sussurro ardente...´
O meu nome, redondo com a tua boca, orgasmo de vida, enquanto olhavas até ao alvor da minha ascensão...!
Oiço o murmúrio do que já fomos.
Oiço o eco do teu beijo.
Oca estou.
P-
asso os dias a pensar, a ponderar e a penar...
Podes-me dizer o que se passou?
Perdida no Presente, sei-me sem Futuro porque perdi o meu Passado.
Partido que tenho o coração, passo os dias sem passar pela Vida.
São-me todos Perdidos.
Q
-ue fazer sem te ter?
Quero-te em mim todo encaixado em mim, Olhos, Mente, Alma, Coração, Sexo, alinhados como Chakras.
Canto dores que tais, conto as feridas, questiono-me a cada segundo - toda eu num carpir constante.
R
-aiva.
Revolta.
Recuso-me a aceitar esta recusa!
Onde errei contigo?
Que é que te fez sair de mim, de nós?
Regressa meu Amor!
Regressa que regressaremos ao ponto onde ficámos, onde não errámos.
Resgatamos o nosso Reinado de Felicidade!
Ruína que estou...
S
-ussuro às paredes o quanto sinto a tua ausência.
Saudades que tomo com véu de musselina que fosse, qual Noiva sonhada.
Sonho contigo a cada segundo, como se fosse tudo sarar e dissipar-se como a bruma de uma manhã submersa.
Sei, Sinto e Sou...
Sombra!
T
-udo!
Tínhamos Tudo entre nós.
Todo o meu Ser é Teu, tomaste-me Tua até ao fim dos Tempos, até ao Término de Tudo.
Terminaste a minha vida neste sonho, tiraste-me tudo ao deixares de estar.
Tudo é tão Nada!
U
-m dia sei que virás para mim outa vez.
Murmuro o teu nome o escuro, escutas-me?
Uma noite húmida e exasperante me tornei.
Unos fomos.
V
-ou sempre ser tua, vivo nessa realidade, viro costas a tudo, viro a vida do avesso para manter o meu coração verdadeiro nesta Verdade.
Vamos viver sempre unidos neste fio invisível, neste entrelaçado de Almas.
Voava contigo!
X
A incógnita.
Xis. Não sei.
Xeque-mate me fizeste ao coração.
Êxtase que fomos, clímax extinto!
Lágrimas que não enxugam mas que me deixam exangue...
Z
És tu.
Meu Z.
Amei-te em entrega total, Amor que iniciou a minha vida adulta,
Amor de A a Z.
_________________________________________
Demorei 15 anos a tirar este texto do meu peito.
Sobrevivi.
Sei-te bem.
E vivo, sem ti, em bem do que fomos e do carinho que ficou depois deste turbilhão emocional.
-noiteceu com a sombra da tua ausência.
Amanheceu e desististe de nós, agora não sei Ser Sol.
Gostava das noites até hoje, noites longas, brancas, loucas e de partilha.
Esta longa madrugada da tua partida só voltará a clarear quando os meus olhos fecharem...
B
-ebia as tuas palavras como se fossem pássaros, asas longas e oblíquas, reflexos de sol e estrelas, farrapo de nuvem no bico, pulsar de Liberdade a cada "Amo-te" dito por ti!
Morro à sede, seca como um abutre cadáver, no Sahara que se tornou a minha vida.
C
-onsigo lembrar-me de cada linha do teu rosto, que entre as minhas mãos tomei como um Graal Santificado como julguei o nosso Amor.
Cada ruga da tua boca encostada no meu peito, cada lágrima sorvida pelo meu colo, cada expressão de prazer, temor, doçura, anseio, rendição...
Hoje petrifico sem expressão qual peça em Carrara estatuário numa dor de abandono.
D
-esejo-te como desde o Sempre, desde que te vi meu, desde que me deliciei na tua doçura.
Dei-me-te e deste-te-me numa entrega, dor e devaneio sem fim.
Definitivo afinal fomos!
Decidiste deixar-me.
Em dor, durmo.
É
-leveza que sentes?
Etéreo na tua Essência?
Evadiste-te da nossa Esfera, espero por ti em éter como se congelada no tempo... Eternamente!
F
-elizes que éramos, fomo-lo finalmente!
Fizemos Amor como Festas, Felicidade, sem Fim!
Falávamos de tudo, fanáticos pelo Viver, felizes pela nossa profundidade.
Fizemos planos, Celestes e para o Futuro...
G
-uardo-.te no entanto, em mm.
Ganho forças ao esperar encontrar-te a cada gesto, a cada guarida, a qualquer guerra perdida.
Gozo gargalhado, ganhámo.-nos um ao outro como Garantia de Eternidade.
Guardo-te em mim.
Garantidamente.
H
-á dias que parecem maratonas, hereges, de tão horrorosos que são.
Hienas nas minhas sombras, uivos entre o meu coração e a realidade.
Houve tempos em que julguei sonhar, hoje sei-me um hiato.
I
-dealizámos todo um corpo uno, uma invenção nossa para inovar nas relações; assim como o Intelecto e a Alma, assim seria o corpo.
Ideias e Ideais Infindos, de mão dada íamos caminhando.
Infinitos fomos até findar.
J
-urámos delícias eternas, Jura de Amor a cada jorna passada, a cada passada dada.
Jarros de promessas juntos jazem na despensa escura da minha Alma, que jorra clamores e dores em tons de jacinto.
Jazo ainda onde me deixaste...
L
-eva-me contigo!
Como lido com isto?
Era linda, leve, louca, livre e hoje estou numa amarra férrea que teima em me queimar a pele da Alma!
Larga-me lume maldito!
Leva-me contigo Amor!
Não me largues aqui, Lilás que fui, Luz da manhã!
Hoje largada, lenta, lorpa e lentamente a enlouquecer...
M
-orro todos os dias um pouco, matam.me as saudades das tuas mãos, macias na minha pele, molhadas do nosso calor...
Mais, muito, tudo!
Merecíamos este Amor, esta Maré de ternura.
Hoje sou Mar-Morto de Saudades.
N
-unca julguei o desespero ser real,
Nada ultrapassa isto, não sei lidar com o Não te ter.
Naufrago na minha dor, nado para o Nada, não sei, não sinto, não consigo.
Não existo.
Nunca mais!
O
-nde estás?
Oiço ainda a tua voz no meu ouvido, num sussurro ardente...´
O meu nome, redondo com a tua boca, orgasmo de vida, enquanto olhavas até ao alvor da minha ascensão...!
Oiço o murmúrio do que já fomos.
Oiço o eco do teu beijo.
Oca estou.
P-
asso os dias a pensar, a ponderar e a penar...
Podes-me dizer o que se passou?
Perdida no Presente, sei-me sem Futuro porque perdi o meu Passado.
Partido que tenho o coração, passo os dias sem passar pela Vida.
São-me todos Perdidos.
Q
-ue fazer sem te ter?
Quero-te em mim todo encaixado em mim, Olhos, Mente, Alma, Coração, Sexo, alinhados como Chakras.
Canto dores que tais, conto as feridas, questiono-me a cada segundo - toda eu num carpir constante.
R
-aiva.
Revolta.
Recuso-me a aceitar esta recusa!
Onde errei contigo?
Que é que te fez sair de mim, de nós?
Regressa meu Amor!
Regressa que regressaremos ao ponto onde ficámos, onde não errámos.
Resgatamos o nosso Reinado de Felicidade!
Ruína que estou...
S
-ussuro às paredes o quanto sinto a tua ausência.
Saudades que tomo com véu de musselina que fosse, qual Noiva sonhada.
Sonho contigo a cada segundo, como se fosse tudo sarar e dissipar-se como a bruma de uma manhã submersa.
Sei, Sinto e Sou...
Sombra!
T
-udo!
Tínhamos Tudo entre nós.
Todo o meu Ser é Teu, tomaste-me Tua até ao fim dos Tempos, até ao Término de Tudo.
Terminaste a minha vida neste sonho, tiraste-me tudo ao deixares de estar.
Tudo é tão Nada!
U
-m dia sei que virás para mim outa vez.
Murmuro o teu nome o escuro, escutas-me?
Uma noite húmida e exasperante me tornei.
Unos fomos.
V
-ou sempre ser tua, vivo nessa realidade, viro costas a tudo, viro a vida do avesso para manter o meu coração verdadeiro nesta Verdade.
Vamos viver sempre unidos neste fio invisível, neste entrelaçado de Almas.
Voava contigo!
X
A incógnita.
Xis. Não sei.
Xeque-mate me fizeste ao coração.
Êxtase que fomos, clímax extinto!
Lágrimas que não enxugam mas que me deixam exangue...
Z
És tu.
Meu Z.
Amei-te em entrega total, Amor que iniciou a minha vida adulta,
Amor de A a Z.
_________________________________________
Demorei 15 anos a tirar este texto do meu peito.
Sobrevivi.
Sei-te bem.
E vivo, sem ti, em bem do que fomos e do carinho que ficou depois deste turbilhão emocional.
quarta-feira, 21 de março de 2018
A-Mar
A tua voz apaga-se no tempo
- como a espuma do mar desaparece na areia
No horizonte ainda nos vejo em abraço
- mas ao espelho vejo dor e cansaço
Fecho os olhos e não adormeço
- nos meus lábios depois do teu sabor, já só o sal
Que voltes para mim
- enquanto respiro, ao mar te peço
Na frescura da neblina, acordo em vida como a maré.
Sem ti não sei Ser
- flutuo mas não tenho pé!
Nesta imensidão do vazio de te querer
O quanto te Amo fica entre os grãos de areia para ser contado.
- Infindos e eternos, como nós.
- como a espuma do mar desaparece na areia
No horizonte ainda nos vejo em abraço
- mas ao espelho vejo dor e cansaço
Fecho os olhos e não adormeço
- nos meus lábios depois do teu sabor, já só o sal
Que voltes para mim
- enquanto respiro, ao mar te peço
Na frescura da neblina, acordo em vida como a maré.
Sem ti não sei Ser
- flutuo mas não tenho pé!
Nesta imensidão do vazio de te querer
O quanto te Amo fica entre os grãos de areia para ser contado.
- Infindos e eternos, como nós.
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Desinquietude
Desiquietas-me.
Entras pelo sono dentro, tomando conta da história dos meus sonhos e tornando-te sempre a personagem principal.
Dono do meu Querer que tanto te Quero, móis-me o corpo e alimentas-me a Alma!
Não descanso enquanto não descansar no teu peito, enquanto não for Tua como sou desde Sempre!
Somo-nos Um como o Princípio, como o Tudo, desde o primeiro raio de Sol na Terra.
Este Amor que não principia nem acaba é o fio com que tecemos os nossos Sonhos, esse lugar mágico onde Somos Um, sem quê nem porquê, onde descansamos das nossas vidas arredadas.
Sopro de vida esse teu beijo... que nele acordo para o Sonho e nele me embalo para o resto da Vida!
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