Corta-me o coração ver-te assim.
Perdido entre ti e ti mesmo, estás à tona da vida por ainda teres destroços que te sustêm.
Desconfio que se tivesses de nadar para te salvares, não farias o esforço.
Acreditas que boiarias?
...era ver-te afundar…
Corta-me o coração não te esforçares.
Não quereres ser melhor. Fazer melhor. Aprender mais. Evoluir. Acompanhar.
Podíamos ter crescido juntos mas ao invés disso, juntámos pedaços dos destroços dos nossos naufrágios e estamos a perder forças de só estar.
Músculo que não trabalha, definha.
Tanto os de pernas e braços
Como o
Coração.
Corta-me o coração mas peço-te…
Corta-me as amarras,
Quero nadar!
Preciso de salvar o que ainda resta do meu Coração!
segunda-feira, 30 de julho de 2018
sexta-feira, 20 de julho de 2018
Simple
Strange
Stranger
Estranged
Estranhamente desconhecido.
Olhar camuflado, sorriso mascarado, mãos nervosas, mas Eras Tu.
És Tu por baixo desse cachecol encarnado durante este calor.
És Tu atrás desses óculos escuros.
És Tu por baixo desse casacão e desse chapéu.
Por baixo dessas Tuas dores todas, dentro dessa carapaça contra todos, por trás dessa estrutura toda de em bem e frio, És Tu.
E quando apareceste, reconheci-Te.
E percebi que não tenho estado a ser Eu.
Stranger
Estranged
Estranhamente desconhecido.
Olhar camuflado, sorriso mascarado, mãos nervosas, mas Eras Tu.
És Tu por baixo desse cachecol encarnado durante este calor.
És Tu atrás desses óculos escuros.
És Tu por baixo desse casacão e desse chapéu.
Por baixo dessas Tuas dores todas, dentro dessa carapaça contra todos, por trás dessa estrutura toda de em bem e frio, És Tu.
E quando apareceste, reconheci-Te.
E percebi que não tenho estado a ser Eu.
Amor de A a Z
A
-noiteceu com a sombra da tua ausência.
Amanheceu e desististe de nós, agora não sei Ser Sol.
Gostava das noites até hoje, noites longas, brancas, loucas e de partilha.
Esta longa madrugada da tua partida só voltará a clarear quando os meus olhos fecharem...
B
-ebia as tuas palavras como se fossem pássaros, asas longas e oblíquas, reflexos de sol e estrelas, farrapo de nuvem no bico, pulsar de Liberdade a cada "Amo-te" dito por ti!
Morro à sede, seca como um abutre cadáver, no Sahara que se tornou a minha vida.
C
-onsigo lembrar-me de cada linha do teu rosto, que entre as minhas mãos tomei como um Graal Santificado como julguei o nosso Amor.
Cada ruga da tua boca encostada no meu peito, cada lágrima sorvida pelo meu colo, cada expressão de prazer, temor, doçura, anseio, rendição...
Hoje petrifico sem expressão qual peça em Carrara estatuário numa dor de abandono.
D
-esejo-te como desde o Sempre, desde que te vi meu, desde que me deliciei na tua doçura.
Dei-me-te e deste-te-me numa entrega, dor e devaneio sem fim.
Definitivo afinal fomos!
Decidiste deixar-me.
Em dor, durmo.
É
-leveza que sentes?
Etéreo na tua Essência?
Evadiste-te da nossa Esfera, espero por ti em éter como se congelada no tempo... Eternamente!
F
-elizes que éramos, fomo-lo finalmente!
Fizemos Amor como Festas, Felicidade, sem Fim!
Falávamos de tudo, fanáticos pelo Viver, felizes pela nossa profundidade.
Fizemos planos, Celestes e para o Futuro...
G
-uardo-.te no entanto, em mm.
Ganho forças ao esperar encontrar-te a cada gesto, a cada guarida, a qualquer guerra perdida.
Gozo gargalhado, ganhámo.-nos um ao outro como Garantia de Eternidade.
Guardo-te em mim.
Garantidamente.
H
-á dias que parecem maratonas, hereges, de tão horrorosos que são.
Hienas nas minhas sombras, uivos entre o meu coração e a realidade.
Houve tempos em que julguei sonhar, hoje sei-me um hiato.
I
-dealizámos todo um corpo uno, uma invenção nossa para inovar nas relações; assim como o Intelecto e a Alma, assim seria o corpo.
Ideias e Ideais Infindos, de mão dada íamos caminhando.
Infinitos fomos até findar.
J
-urámos delícias eternas, Jura de Amor a cada jorna passada, a cada passada dada.
Jarros de promessas juntos jazem na despensa escura da minha Alma, que jorra clamores e dores em tons de jacinto.
Jazo ainda onde me deixaste...
L
-eva-me contigo!
Como lido com isto?
Era linda, leve, louca, livre e hoje estou numa amarra férrea que teima em me queimar a pele da Alma!
Larga-me lume maldito!
Leva-me contigo Amor!
Não me largues aqui, Lilás que fui, Luz da manhã!
Hoje largada, lenta, lorpa e lentamente a enlouquecer...
M
-orro todos os dias um pouco, matam.me as saudades das tuas mãos, macias na minha pele, molhadas do nosso calor...
Mais, muito, tudo!
Merecíamos este Amor, esta Maré de ternura.
Hoje sou Mar-Morto de Saudades.
N
-unca julguei o desespero ser real,
Nada ultrapassa isto, não sei lidar com o Não te ter.
Naufrago na minha dor, nado para o Nada, não sei, não sinto, não consigo.
Não existo.
Nunca mais!
O
-nde estás?
Oiço ainda a tua voz no meu ouvido, num sussurro ardente...´
O meu nome, redondo com a tua boca, orgasmo de vida, enquanto olhavas até ao alvor da minha ascensão...!
Oiço o murmúrio do que já fomos.
Oiço o eco do teu beijo.
Oca estou.
P-
asso os dias a pensar, a ponderar e a penar...
Podes-me dizer o que se passou?
Perdida no Presente, sei-me sem Futuro porque perdi o meu Passado.
Partido que tenho o coração, passo os dias sem passar pela Vida.
São-me todos Perdidos.
Q
-ue fazer sem te ter?
Quero-te em mim todo encaixado em mim, Olhos, Mente, Alma, Coração, Sexo, alinhados como Chakras.
Canto dores que tais, conto as feridas, questiono-me a cada segundo - toda eu num carpir constante.
R
-aiva.
Revolta.
Recuso-me a aceitar esta recusa!
Onde errei contigo?
Que é que te fez sair de mim, de nós?
Regressa meu Amor!
Regressa que regressaremos ao ponto onde ficámos, onde não errámos.
Resgatamos o nosso Reinado de Felicidade!
Ruína que estou...
S
-ussuro às paredes o quanto sinto a tua ausência.
Saudades que tomo com véu de musselina que fosse, qual Noiva sonhada.
Sonho contigo a cada segundo, como se fosse tudo sarar e dissipar-se como a bruma de uma manhã submersa.
Sei, Sinto e Sou...
Sombra!
T
-udo!
Tínhamos Tudo entre nós.
Todo o meu Ser é Teu, tomaste-me Tua até ao fim dos Tempos, até ao Término de Tudo.
Terminaste a minha vida neste sonho, tiraste-me tudo ao deixares de estar.
Tudo é tão Nada!
U
-m dia sei que virás para mim outa vez.
Murmuro o teu nome o escuro, escutas-me?
Uma noite húmida e exasperante me tornei.
Unos fomos.
V
-ou sempre ser tua, vivo nessa realidade, viro costas a tudo, viro a vida do avesso para manter o meu coração verdadeiro nesta Verdade.
Vamos viver sempre unidos neste fio invisível, neste entrelaçado de Almas.
Voava contigo!
X
A incógnita.
Xis. Não sei.
Xeque-mate me fizeste ao coração.
Êxtase que fomos, clímax extinto!
Lágrimas que não enxugam mas que me deixam exangue...
Z
És tu.
Meu Z.
Amei-te em entrega total, Amor que iniciou a minha vida adulta,
Amor de A a Z.
_________________________________________
Demorei 15 anos a tirar este texto do meu peito.
Sobrevivi.
Sei-te bem.
E vivo, sem ti, em bem do que fomos e do carinho que ficou depois deste turbilhão emocional.
-noiteceu com a sombra da tua ausência.
Amanheceu e desististe de nós, agora não sei Ser Sol.
Gostava das noites até hoje, noites longas, brancas, loucas e de partilha.
Esta longa madrugada da tua partida só voltará a clarear quando os meus olhos fecharem...
B
-ebia as tuas palavras como se fossem pássaros, asas longas e oblíquas, reflexos de sol e estrelas, farrapo de nuvem no bico, pulsar de Liberdade a cada "Amo-te" dito por ti!
Morro à sede, seca como um abutre cadáver, no Sahara que se tornou a minha vida.
C
-onsigo lembrar-me de cada linha do teu rosto, que entre as minhas mãos tomei como um Graal Santificado como julguei o nosso Amor.
Cada ruga da tua boca encostada no meu peito, cada lágrima sorvida pelo meu colo, cada expressão de prazer, temor, doçura, anseio, rendição...
Hoje petrifico sem expressão qual peça em Carrara estatuário numa dor de abandono.
D
-esejo-te como desde o Sempre, desde que te vi meu, desde que me deliciei na tua doçura.
Dei-me-te e deste-te-me numa entrega, dor e devaneio sem fim.
Definitivo afinal fomos!
Decidiste deixar-me.
Em dor, durmo.
É
-leveza que sentes?
Etéreo na tua Essência?
Evadiste-te da nossa Esfera, espero por ti em éter como se congelada no tempo... Eternamente!
F
-elizes que éramos, fomo-lo finalmente!
Fizemos Amor como Festas, Felicidade, sem Fim!
Falávamos de tudo, fanáticos pelo Viver, felizes pela nossa profundidade.
Fizemos planos, Celestes e para o Futuro...
G
-uardo-.te no entanto, em mm.
Ganho forças ao esperar encontrar-te a cada gesto, a cada guarida, a qualquer guerra perdida.
Gozo gargalhado, ganhámo.-nos um ao outro como Garantia de Eternidade.
Guardo-te em mim.
Garantidamente.
H
-á dias que parecem maratonas, hereges, de tão horrorosos que são.
Hienas nas minhas sombras, uivos entre o meu coração e a realidade.
Houve tempos em que julguei sonhar, hoje sei-me um hiato.
I
-dealizámos todo um corpo uno, uma invenção nossa para inovar nas relações; assim como o Intelecto e a Alma, assim seria o corpo.
Ideias e Ideais Infindos, de mão dada íamos caminhando.
Infinitos fomos até findar.
J
-urámos delícias eternas, Jura de Amor a cada jorna passada, a cada passada dada.
Jarros de promessas juntos jazem na despensa escura da minha Alma, que jorra clamores e dores em tons de jacinto.
Jazo ainda onde me deixaste...
L
-eva-me contigo!
Como lido com isto?
Era linda, leve, louca, livre e hoje estou numa amarra férrea que teima em me queimar a pele da Alma!
Larga-me lume maldito!
Leva-me contigo Amor!
Não me largues aqui, Lilás que fui, Luz da manhã!
Hoje largada, lenta, lorpa e lentamente a enlouquecer...
M
-orro todos os dias um pouco, matam.me as saudades das tuas mãos, macias na minha pele, molhadas do nosso calor...
Mais, muito, tudo!
Merecíamos este Amor, esta Maré de ternura.
Hoje sou Mar-Morto de Saudades.
N
-unca julguei o desespero ser real,
Nada ultrapassa isto, não sei lidar com o Não te ter.
Naufrago na minha dor, nado para o Nada, não sei, não sinto, não consigo.
Não existo.
Nunca mais!
O
-nde estás?
Oiço ainda a tua voz no meu ouvido, num sussurro ardente...´
O meu nome, redondo com a tua boca, orgasmo de vida, enquanto olhavas até ao alvor da minha ascensão...!
Oiço o murmúrio do que já fomos.
Oiço o eco do teu beijo.
Oca estou.
P-
asso os dias a pensar, a ponderar e a penar...
Podes-me dizer o que se passou?
Perdida no Presente, sei-me sem Futuro porque perdi o meu Passado.
Partido que tenho o coração, passo os dias sem passar pela Vida.
São-me todos Perdidos.
Q
-ue fazer sem te ter?
Quero-te em mim todo encaixado em mim, Olhos, Mente, Alma, Coração, Sexo, alinhados como Chakras.
Canto dores que tais, conto as feridas, questiono-me a cada segundo - toda eu num carpir constante.
R
-aiva.
Revolta.
Recuso-me a aceitar esta recusa!
Onde errei contigo?
Que é que te fez sair de mim, de nós?
Regressa meu Amor!
Regressa que regressaremos ao ponto onde ficámos, onde não errámos.
Resgatamos o nosso Reinado de Felicidade!
Ruína que estou...
S
-ussuro às paredes o quanto sinto a tua ausência.
Saudades que tomo com véu de musselina que fosse, qual Noiva sonhada.
Sonho contigo a cada segundo, como se fosse tudo sarar e dissipar-se como a bruma de uma manhã submersa.
Sei, Sinto e Sou...
Sombra!
T
-udo!
Tínhamos Tudo entre nós.
Todo o meu Ser é Teu, tomaste-me Tua até ao fim dos Tempos, até ao Término de Tudo.
Terminaste a minha vida neste sonho, tiraste-me tudo ao deixares de estar.
Tudo é tão Nada!
U
-m dia sei que virás para mim outa vez.
Murmuro o teu nome o escuro, escutas-me?
Uma noite húmida e exasperante me tornei.
Unos fomos.
V
-ou sempre ser tua, vivo nessa realidade, viro costas a tudo, viro a vida do avesso para manter o meu coração verdadeiro nesta Verdade.
Vamos viver sempre unidos neste fio invisível, neste entrelaçado de Almas.
Voava contigo!
X
A incógnita.
Xis. Não sei.
Xeque-mate me fizeste ao coração.
Êxtase que fomos, clímax extinto!
Lágrimas que não enxugam mas que me deixam exangue...
Z
És tu.
Meu Z.
Amei-te em entrega total, Amor que iniciou a minha vida adulta,
Amor de A a Z.
_________________________________________
Demorei 15 anos a tirar este texto do meu peito.
Sobrevivi.
Sei-te bem.
E vivo, sem ti, em bem do que fomos e do carinho que ficou depois deste turbilhão emocional.
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