Sinto-as todos os dias.
Sei que te consigo encontrar no fundo de um copo, entre mágoas e manchas de vinho, lágrimas e gotas caídas.
Prefiro encontrar-te no brilho do meu olhar outrora reflexo do teu, hoje azul baço de fumo como neblina de alvorada.
Contigo tenho aprendido lições nem sempre fáceis: a da aceitação do outro como é, o nutrir relações em distância quilométrica e o viver em sociedade dentro do nosso próprio paradigma.
Metade da metade de cima do meu coração pertence-te, inexoravel e inconfundivelmente.
