quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Nós salgados


Dizem que para nos curarmos dos "males", basta água salgada...

Do Mar
Das Lágrimas
ou
Do Suor

Do Mar tenho mais distância do que gosto, uma saudade que é um aperto não poder deixar-me boiar sem amarras nem Âncoras.
Do Mar, tenho o cheiro impregnado na pele, crescida em ondas e Costas, sonho eterno de sereia nadar contigo sem rumo nem maré.

Das Lágrimas, velhas amigas, já tenho corroído o seu leito, desde que brotam na Alma, sobem pelos olhos e desaguam no meu peito.
Das Lágrimas, de saudade, já tive a minha conta, mas conta-me a Vida que mais estarão por vir, tal é a natureza da Natureza.
Das Lágrimas, doces como os sorrisos, límpidas como a alegria nascida de mim, brilhantes como os olhos repletos de sucesso, ânimo e Gratidão, essas não me canso, essas quero-as todas, essas partilho-as com quem quiser ser feliz comigo!

Do Suor, o da lavoura já me tocou, semeio hoje para colher amanhã, as mãos começam a tornar-se agrestes ao trocar o descanso prazenteiro pela iniciação à colheita no campo assim como na vida. Mãos que semeam e colhem serão sempre suaves à Alma.
Do Suor, o de correr, mexer o corpo para formar as formas, para que a saúde permaneça, esse faz-se, sem correr, mas sem nunca parar. O que importa é o Caminho. O Templo está em manutenção constante.

Do Suor, o teu e o meu envoltos, quando? unos, um único corpo, um único Ser, uma simbiose de uníssono celular, mental, emocional, esse tarda em chegar!
Esse que tanto povoou os meus sonhos mais recônditos, esse que assola quando tudo páro, esse meu Unicórnio!
Esse que existe dentro do meu coração mas que é substituído por uma única Lágrima, interna, de Fé por ter saber constante por toda a minha existência! Por há laços que seremos nós, que são ligeiros mas não se desatam, que são nós, somos nós, eu e tu e tu e eu, nós, que seremos entrelaçados mas não atados até ao fim dos Tempos!